28.10.09

Power-metal não é tudo igual, porra!



É sério. Metal é indispensável à vida útil dos seus ouvidos. Faz uma falta enorme composições sinfônicas, solos de guitarra épicos, pedal duplo super rápido e aqueles vocais agudos que só os verdadeiros head-bangers sabem executar. A melhor banda que se tem para ouvir quando bater a nostalgia do metal é o Stratovarius. Originada da Finlândia, é uma banda extremamente profissional e seus álbuns passados são verdadeiros guias de como fazer um álbum foda de power-metal. Neste novo CD, fizeram jus à sua palavra. Todas as composições tem a estrutura básica de uma música de metal, mas sempre acrescentam algo a mais; fazendo com que cada uma se torne única. Seja usando famosos riffs gloriosos (Higher we go), fazendo harmoniosas baladas (When mountains fall) ou aumentando a contribuição do peso do metal na música (Deep Unknown), a verdade é que Polaris é a prova viva de que power-metal não é tudo igual. Vale ressaltar que a capa do CD é a mais bem feita que eu já vi nos meu anos de head-banger.

1. Deep Unknown
2. Falling Star
3. King of Nothing
4. Blind
5. Winter Skies
6. Forever is today
7. Higher We Go
8. Somehow precious
9. Emmancipation suite (part 1 Dusk)
10. Emmancipation suite (part 2 Dawn)
11. When mountains fall
12. Deep Unknown (Mikko Raita Vinyl Mix Bonus Track)


25.10.09

Top 10 Outubro



























































































































































































[comments]

1-
Wolfmother - Cosmic Egg: Rock de garagem puro e atual. Banda colossal.
2- Elle Milano - Acres of Dead Space Cadets: Indie-rock direto do Reino Unido. Duraram só 4 anos. Mas fizeram muito pelo cenário britânico
3-
Atreyu - Congregation of the Damned: Metal na medida certa. Nada muito barulhento, nada muito meloso.
4- The Shins - Wincing the Night Away: Indie-rock no melhor estilo Death Cab for Cutie
5- Stratovarius - Elements pt. 1: O power metal como deve ser. Nostálgico para mim.
6- Rage Against the Machine - Evil Empire: Um pouco de raiva contra o ex-presidente americano não faz mal a ninguém
7- The Perishers - Let there be Morning: Nunca duvide do poder de escolha de trilha sonora do O.C. Para ouvir em estradas.
8- South - You are Here: Idem 7
9- Frank Zappa - Apostrophe': Indescritível. Indecifrável. Inimaginável.
10- Som Nosso de Cada Dia - SNEGS: O melhor do progressivo nacional os anos 70. Estilo Dark Side of the Moon

20.10.09

Brasil's Personal Beirut





Cara nova na música nacional. Esse singelo rapaz lançou apenas um EP e um Single e já mostrou saber o que faz. Nesses dois trabalhos, é possível ouvir influências bem diversas. Em "Fuga nº1" percebe-se nitidamente timbres e harmonias allá Beirut (evidenciados principalmente pelos acordes do Ukulele e Metalofone). Não só no single, mas também no EP. Este, além de influenciado por Beirut, segue um caminho muito semelhane às composições do francês Yann Tiersen (trilha de Amélie Poulain). Conheci o trabalho de Pethit através de seu video-clipe "Essa Canção Francesa" (uma parceria com a cantora Tiê). Clipe muito artístico por sinal. Enfim, é bom saber que o Brasil agora tem seu "Personal Beirut".




EP - EM OUTRO LUGAR

EM OUTRO LUGAR
ESSA CANÇÃO FRANCESA
BIRDHOUSE
THE SOUVENIR SONG
WHITE HAT
O ÚLTIMO A SABER

SINGLE - FUGA Nº1

FUGA Nº1



27.9.09

Crianças do Raul Gil, só que audíveis



Eu odeio crianças prodígio. Mas Ivan e Ada [membros da banda] são a única exceção do mundo. É tão foda ver que um álbum tão bom de noise/punk/trash foi feito por crianças de 15 e 12 anos. Se você não curte o primeiro álbum dos Strokes, nem pense em chegar perto deste. É o auge do whatever. É como se eles pegassem os genes do Alex Turner [Arctic Monkeys] e do Julian Casablancas [Strokes] e colocassem nesses mini-gênios. Eles chamaram a atenção da Newsweek [Época Norte-americana] só por terem colocado algumas gravações caseiras no myspace deles. Precisa de mais motivos para ouvir a nova geração do rock de garagem?

  1. "K.I.D.S"
  2. "Stickin' It to the Man"
  3. "Hey, Mr. DJ"
  4. "Disco Bomb"
  5. "Hologram World"
  6. "Pictures"
  7. "Radio Riot"
  8. "Trendsetter"
  9. "Book Song"
  10. "Texas"
  11. "Bushy"
  12. "End of My Rope"
  13. "Tooty Frooty (Clarke's Dream Song)"

Separação que valeu à pena



Não esperava que os dois se unissem para fazer um álbum. O Pete Yorn eu conhecia pouco (no máximo uma música ou duas) e a Scarlett Johansson eu só conhecia o trabalho no cinema. Baixei o álbum no escuro, sem saber nada a respeito e acertei. A temática do álbum é a separação de um casal (como sugere o título). É uma grande convergência de estilos: country, indie, post-rock. Disseram que a Scarlett canta mal. Olha, se ela canta bem ou mal eu nem me preocupei em avaliar. O barato é que a voz dela combina com o estilo despojado de Pete Yorn. Enfim, é uma puta viagem esse álbum. É parecido com Cherry Ghost [muito bom, por sinal]. Espero realmente que não seja um projeto de um álbum só.

1. Relator
2. Wear And Tear
3. I Don't Know What To Do
4. Search Your Heart
5. Blackie's Dead
6. I Am The Cosmos
7. Shampoo
8. Clean
9. Someday

26.9.09

Eu, eu mesmo e Muse (ou o contrário)



Quem aí quer ouvir um álbum que é ao mesmo tempo as raízes do Muse, uma obra influenciada claramente por Queen e um álbum de música neo-clássica? Que tal ouvir Muse? A galera parece que está começando a ouvir mais a banda por causa da inclusão da faixa "Supermassive Black Hole" na trilha sonora do sucesso teen-melodramático-emotivo³: Crepúsculo. O álbum em questão é tão surpreendente quanto as músicas de Mozart ou Bach. Há várias vertentes num mesmo trabalho, que parece que as músicas foram gravadas por bandas diferentes. Temos:

-o muse antigo (Resistance)
-o muse novo (Uprising e United States of Eurasia)
-o muse clássico (Exogenesis: Symphony Part I, II, III)

Esse muse clássico me surpreendeu demais. Uma suite de 3 partes influenciada bastante por Queen não é para qualquer um.

01. Uprising
02. Resistance
03. Undisclosed Desires
04. United States of Eurasia (Collateral Damage)
05. Guiding Light
06. Unnatural Selection
07. MK Ultra
08. I Belong To You (Mon Cœur S’ouvre À Ta Voix)
09. Exogenesis: Symphony Part 1 (Overture)
10. Exogenesis: Symphony Part 2 (Cross Pollination)
11. Exogenesis: Symphony Part 3 (Redemption)


Orgulho indie



Essa é a banda que me dá mais orgulho no cenário indie-rock mundial. Acompanho o trabalho desse garotos desde o primeiro EP "Five Minutes with the Arctic Monkeys" e digo que eles tem uma capacidade incrível de fazer álbuns de qualidade. Para ser sincero, quando eu ouvi esse álbum pela primeira vez eu achei ele meio whatever (visto que eu queria que a sonoridade mais parecida com o antecessor "Favourite Worst Nightmare"). Mas, depois de ouvir amigos meus falando sobre o quão o álbum era bom, eu resolvi dar uma escutada melhor. E não é que eles tinham razão? Escutando direito você vê que ele é parecidíssimo com o album antecessor. Os vocais de Alex Turner estão desleixados como sempre, o que sempre uma característica muito forte nos macacos do ártico. Eles ainda tem bastante para mostrar ao mundo.

1. "My Propeller"
2. "Crying Lightning"

3. "Dangerous Animals"
4. "Secret Door"
5. "Potion Approaching"
6. "Fire and the Thud"
7. "Cornerstone"
8. "Dance Little Liar"
9. "Pretty Visitors"
10. "The Jeweller's Hands"