27.1.08

Progressividade e Peso





Artista: Dream Theater
Álbum: Systematic Chaos
Ano: 2007
Gênero: Metal Progressivo




O que dizer de uma banda tão espetacular como o Dream Theater. A banda se destacou ainda no começo de sua carreira com o aclamadíssimo álbum “When Dream and Day Unite” e desde então só lançou grandes obras como por exemplo, “Metropolis, Pt. 2: Scenes From A Memory” de 1999 e “Octavarium” de 2005. E como já era esperado o novo álbum (Systematic Chaos) conseguiu mostrar que o Dream Theater, mesmo após 23 anos de carreira, continua criando mirabolantes e originais composiçoes.
Todas as faixas são únicas e tem algo de especial. “In the Presence of Enemies pt. 1” abre o álbum com padrões extremamente progressivos mudando varias vezes de tempo e melodia.O interessante dessa faixa é que a música deixa em seu final um tom de continuação, porém ela só se completa na última faixa “In the Presence of Enemies pt. 2”.”Forsaken” tem seu ponto alto na incrível mistura de uma suave melodia de piano com um “riff” pesado de guitarra e baixo e ainda por cima um solo de guitarra com um “feeling” impressionante. “The Dark Eternal Night” é, em minha opnião, um excelente oponente para “Sad but True” do Metallica no quesito “peso”, pois além de conter um riff inicial muito pesado, a música passa por uma “loucura progressiva” e no último minuto cria outro padrão mantendo a força do primeiro. Por último “Repentance” é a faixa deste álbum que contou com a participação de várias vozes famosas do metal como, por exemplo, Joe Satriani e Steve Vai.
As faixas comentadas acima e as outras restantes são uma pequena parcela da genialidade do Dream Theater. O álbum atualmente está sendo divulgado pela turnê “Chaos in Motion” e passará por São Paulo no dia 7 de março.

13.1.08

Simplicidade Original



Artista: Arctic Monkeys
Álbum: Favourite Worst Nightmare
Ano: 2007
Gênero: Pós-Punk


Apostas em bandas pouco famosas têm aumentado ao longo do novo milênio. Uma dessas grandes apostas foi o Arctic Monkeys, que desde o EP “Five Minutes with Arctic Monkeys” conseguiram mostrar-se dignos de criar um estilo original sem divergir dos padrões de rock contemporâneo. Nesse álbum há uma variedade de estilos, porém sempre mantendo a qualidade esperada proveniente do álbum anterior “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”.
O álbum abre com a frenética “Brianstorm” que merece destaque por optar por um padrão de bateria dobrado, contribuindo assim para essa “freneticidade”.A partir daí começa a se observar dois elementos marcantes nas composições do Arctic Monkeys: a simplicidade dos “riffs” e o singelo acompanhamento de baixo concordadando com as notas da guitarra.Desse padrão ressaltam-se “Teddy Picker” , “D is for Dangerous” , “Balaclava” e a famosa “Fluorescent Adolescent” .Em seguida vem a calma e desprovida de bateria “Only Ones Who Knows” e “Do me a Favor” que juntamente com “This house is a Circus” e “The bad Thing” possuem um rítimo animado, ideal para se dançar de qualquer modo, do comportado ao estilo livre.É bom ressaltar que um dos motivos pelo qual o Arctic Monkeys tem esse “encanto” único é o desleixado e comportado timbre de voz do vocalista Alex Turner que usa bem essas duas qualidades em “If you’re there, Beware” , “Old Yellow Bricks” e “505”.
O Arctic Monkeys, conseguiu por meio desse álbum, mostrar que solos rápidos e mil efeitos nos instrumentos não fazem necessariamente um bom álbum.É um grande álbum que merece reconhecimento da banda.Em poucas palavras: Genial!

6.1.08

Vertentismo Hermanista



Artista:Los Hermanos
Álbum:Bloco do Eu Sozinho
Gênero:Rock Nacional e suas Vertentes
Ano:2001



Los Hermanos. Quando o nome da banda é citado, a primeira coisa que vem à cabeça do indivíduo é a clássica, porém enjoativa música "Ana Júlia". Mas, venho por meio desta dizer que existe música além do primeiro álbum "Los Hermanos"! O álbum seguinte (Bloco do Eu Sozinho) é uma surpresa atrás da outra.Ele não possui nenhum padrão limitador, ao contrário de seu sucessor já citado.
O álbum abre com a faixa "Todo carnaval tem seu Fim" que possui uma melodia pseudo-fúnebre que condiz com sua letra, mas logo no refrão a melodia se alegra mantendo a qualidade musical. Segue-se "A Flor" que faz um belo uso de metais e "Retrato para Iaia” que acalma a continuidade agitada criada até agora com um rítimo impossível de não se dançar (mesmo que seja um simples balançar de cabeça). O álbum segue respectivamente com a "sambística" faixa "Assim Será”, "Casa pré-fabricada" com seu interessante uso de um sintetizador (tocado por Bruno Medina), a elegante "Cadê teu Suín" e a melancólica "Sentimental”. "Cheir Antoine" merece destaque em relação às demais por seu padrão "jazzista”, sua letra em francês e também por seu desfecho surpreendente. Há também no álbum a presença de poéticas letras ressaltadas em "Deixe Estar”, "Mais uma Canção”, "Veja bem meu bem" e "Fingir na hora de ir”. Por fim as faixas “Tão Sozinhas” com seu padrão punk e a calma finalização de “Adeus Você".
Assim, percebemos que o álbum é cheio de variadas vertentes e por isso é a obra magistral do "Los Hermanos".

2.1.08

Anjo Laranja



Banda:Paramore
Álbum:Riot!
Gênero:Pop Rock
Ano:2007

O gênero pop punk vem revelando grandes talentos desde o ano 2000.A banda Paramore é um desses.A banda lançou em 2005 o álbum "All we Know is Falling" e tamanho foi o sucesso que veio a necessidade de um sucessor, no caso "Riot!".
Nesse álbum há uma serie de composições bem feitas e trabalhadas."For a Pessimist , I'm Pretty Optimistic" abre o álbum com uma explosão parcialmente punk, o que foi sem dúvida uma excelente escolha para a faixa de abertura."Hallelujah" merece destaque por seu surpreendente peso que se encaixa perfeitamente nessa esplêndida composição de Josh Farro(guitarrista e vocalista) e Hayley Williams(vocalista).Aproveitando a citação, a vocalista fez nesse álbum um excelente uso de sua voz e assim fez com que este se tornasse superior ao seu antecessor."Misery Bussiness" é provavelmente a faixa mais conhecida deste álbum devido ao hilário clipe desta música e também à interessante letra."When it Rains" é uma faixa mais tranqüila juntamente com "We are Broken" mas não por isso ruim.O arranjo e a melodia de ambas são bem executadas pela banda e por isso são pontos importantes a serem observados.Depois temos composições mais agitadas como por exemplo "Miracle", "Fences" e "Born for This".
A banda merece prestígio por esse e pelo outro álbum mas quem também merece elogios é o produtor David Bendeth que fez um maravilhoso trabalho na mixagem desta obra prima.É bem provável que minha opnião possa divergir de outras, mas quem aprecia um trabalho bem feito vai gostar assim como eu gostei.