26.3.08

"Barulhos" Revolucionários




Artista: Radiohead
Álbum: OK Computer
Gênero: Rock Alternativo
Ano: 1997


O Radiohead é uma banda inovadora. A cada álbum que lança, faz história. Acabaram de lançar o álbum In Rainbows e ele já é um sucesso. Mas, nenhum dos álbuns da banda é mais complexo, original, provocante e influente do que o lendário OK Computer. O álbum é uma viagem. Tamanha é a riqueza de detalhes em cada faixa que não é a toa que até hoje não exista uma única banda que fez um som tão absurdo quanto este (no caso, absurdo é bom).
Quando começam as primeiras notas de guitarra distorcida na música “Airbag”, você já está em outro mundo. “Paranoid Android” inicia-se com um violão parcialmente calmo, mas que já demonstra sinais de tensão. No meio dessa mesma música, começa-se uma confusão de sons que deixa o ouvinte desorientado, mas depois muda para uma melodia fúnebre e depressiva. Alias, a depressão é um fator que contribuiu para a genialidade do álbum e está presente em quase todas as músicas desse álbum. “Exit Music (For a Film)” é uma música bem tranqüila que, como o próprio nome sugere, deveria ser usada nos créditos de algum filme com um fim triste e/ou enigmático. As letras desse álbum são, em sua maioria, escritas pela brilhante mente de Thom Yorke e tem temas variados. Desde o relato de um alienígena que está no subterrâneo e sente falta de sua casa (Subterranean Homesick Alien) até uma seqüência de expressões que relatam o dia-a-dia de um indivíduo (Fitter Happier). Os videoclipes desse álbum também causam diferentes sensações no telespectador, como por exemplo, “No Surprises” que mostra a cabeça do vocalista Thom Yorke numa cuba de vidro sendo gradativamente preenchida por água. E também “Karma Police” cujo clipe mostra uma série de imagens surreais.
Há quem diga que o Radiohead inova fazendo apenas barulhos. O que na verdade essas pessoas não conseguem perceber é que esses “barulhos” são a originalidade da banda. É com certeza, entre os álbuns mais influentes de rock, o melhor. Em minha opinião, seis estrelas de cinco.

20.3.08

Zebras Californianas



Artista: Zebrahead
Álbum: MFZB
Ano: 2003
Gênero: Pop Punk



Algumas pessoas consideram que o Pop Punk é um estilo que origina bandas que possuem características iguais. Mas, aposto que se uma dessas pessoas ouvirem Zebrahead elas, com certeza, mudarão de idéia. Essa banda, como muitas outras boas bandas de Punk e Pop Punk, veio da magnífica Califórnia. O que há nesse estado norte-americano que produz bandas tão boas, é difícil saber. Mas esse álbum é um grande marco da história do Zebrahead (considerado por muitos o melhor).
Em todo bom álbum de Pop Punk, a escolha da primeira faixa é crucial. Não houve desapontamento, pois a primeira faixa é a explosiva “Rescue Me”. Adiante, “Over the Edge” e “Strenght” possuem belos arranjos vocálicos por parte dos dois vocalistas Ali Tabatabaee e Matty Lewis. “Hello Tomorrow” possui uma introdução muito interessante que é feita “lentamente”, porém já se revela uma música com padrões rítmicos semelhantes a “Holiday” do Green Day. Essa característica de começar uma música com elementos menos punks mostra-se presente em ótimas músicas do álbum como, por exemplo, “The Set-up”, “Blur” e “Falling Apart”. A coisa mais excêntrica desse álbum é que durante todas as dezessete faixas desse álbum existe apenas uma música que é calma. Porém perceba que o termo calmo para o Zebrahead significa que a música não possui gritos, porém, continua com os mesmos elementos de músicas agitadas.Essa música é “House is not my Home”. Por fim vale ressaltar a música que merece destaque por ser a mais agitada. “Into You”. Nela existem todos os elementos do Zebrahead.Desde berros até riffs melodiosos.
O álbum em sua totalidade é punk. Mas, esse álbum é ótimo principalmente por que não há perda de qualidade durante as dezessete faixas do álbum. É a obra prima do Zebrahead.

5.3.08

Revolução ao vivo



Artista: Daft Punk
Álbum: Alive 2007
Gênero: Eletrônica
Ano: 2007



Um dos maiores revolucionários da eletrônica internacional é sem sombra de dúvida o Daft Punk. O som do grupo é conhecido desde seu primeiro álbum, “Homework” até o mais recente “Humans after all”. Tamanha é a quantidade de recursos usados por eles, que seus álbuns são sempre uma surpresa. O ultimo CD, “Alive 2007” talvez seja a maior dessas. Ao invés de “tocar” músicas separadas umas das outras, o que é normalmente feito em um álbum ao vivo, eles misturaram músicas de todos os álbuns anteriores criando faixas únicas e extraordinárias.
A mistura que abre o show é “Oh Yeah / Robot Rock” que tem como ápice o timbre do sintetizador que simula um robô tocando guitarra, como o próprio título sugere. Segue-se “Touch it / Technologic”, cuja letra nos remete ao ciclo vicioso do mundo digitalizado atual usando-se de vários verbos durante toda a música. “Too Long / Steam Machine” aparenta começar de um modo bem lento, mas à medida que vai se desenrolando mostra-se uma agitada música que vai contagiando toda a mutidão presente. O grande destaque do álbum é a faixa “Around the World / Harder, Better, Faster, Stronger”. A mistura que Homem-Christo e Thomas Bangalter criam (integrantes do conjunto) abriga, não somente recursos das respectivas músicas, mas também melodias e timbres novos que proporcionam uma agitação constante à platéia. Por fim, duas músicas também são extremamente contagiosas (no aspecto de fazer o ouvinte dançar para valer).São as complementares “One More Time / Aerodynamic” e “Aerodynamic Beats / Gabrielle, Forget about the world”.
Por que o Daft Punk é tão genial? Seriam suas melodias chicletes? Seus brilhantes clipes? Seu rítimo contagiante? A resposta dessa pergunta é simples: Todas as Anteriores.
Extremamente recomendado para todos que gostam de música. Não é a toa que este álbum é o destaque do mês de Março.