
- ...é "supra-humano"...


Uma questão que me vem me incomodando bastante nestes últimos anos é o preconceito musical. As pessoas não estão ouvindo mais grandes álbuns em detrimento do preconceito que têm com o gênero musical do álbum
O álbum começa pelo fim, literalmente. Mesmo que a primeira faixa (The End) seja apenas a sonoplastia de um eletrocardiograma, ela consegue dar ao ouvinte a idéia de que o álbum é a trilha sonora de sua morte. É fácil concluir isto, pois afinal a faixa seguinte (Dead!) deixa isso bem óbvio. Nesta composição há uma mistura interessante de elementos do rock alternativo atual, elementos rítmicos dos anos 50 e 60 (solos de guitarra num estilo rock ‘n roll e “batidas dançantes”) e o uso de metais. Esse uso é bastante utilizado em uma das faixas mais conhecidas do álbum: “Welcome to the Black Parade” cujo clipe, por sua vez, é bastante original. “This is How I Disapear” merece destaque em relação ao timbre de voz do vocalista Gerard Way que lembra alguma coisa que se encaixa de excelente grado na composição (se alguém ouvir esta música e souber com o que o vocalista se parece, por favor, entre em contato). Músicas calmas também estão no track-list. “Cancer” talvez seja uma das mais belas do álbum, ou por usar um piano para acompanhar a voz ou por causa de sua melodramática letra. Simplicidade também é vista neste álbum! “Teenagers” é a comprovação. Três acordes mantêm esta música que, por sinal, estourou aqui no Brasil. Tantas outras composições merecem destaque: “Famous Last Words”, “House of Wolves” e “The Sharpest Lives são algumas destas.
Não tenho dúvida que muitas pessoas nem mesmo baixarão o álbum, influenciadas por um ridículo preconceito musical. Tudo bem, afinal, é a vida delas. Mas para aqueles indivíduos que tem um mínimo de “cabeça aberta”, digo-lhes que vale a pena ouvir todas as faixas deste álbum. Um pouco de Tim Burton no álbum, faz deste uma grande obra a ser escutada.