17.1.09

Extra! Irmãos separados no nascimento se encontram!





Artista: The American Life
Álbum: All the Things I've Grown to Miss
Gênero: Pop Punk/Eletrônica
Ano: 2008



Em 2008, irmãos separados durante o nascimento (identificados como Peso Metallica da Silva e Eletrônica Daft Justice) se encontraram de maneira pacífica e harmoniosa no álbum “All the Things I’ve Grown to Miss”.
The American Life é uma banda surpreendente. Sete singelos rapazes do Kansas conseguiram se organizar para criar algo completamente inovador. Bandas com muitos integrantes às vezes podem dar errado (veja o caso do Slipknot). Mas, o baterista, o baixista, os dois guitarristas, os dois tecladistas e o vocalista desta banda conseguiram quebrar esta maldição das bandas com excesso de integrantes. Vamos ao encontro dos irmãos.
A “faixa-intro” do álbum equipara-se à musica “It’s Far Better to Learn”, da banda Saosin, pois ambas criam no ouvinte uma expectativa incessante durante todos minutos da composição. Na intro do álbum em questão, a expectativa é sustentada pelo trinômio bateria/guitarra pesadérrima/samplers melodiosos. Os timbres de teclado e sampler da faixa “Coming Home” simulam uma orquestra eletrônica, que é essencial para a harmonia da música. “We are Alive” parece ser o filho prodígio da banda norte-americana Rufio com a banda brasileira Cine. O trabalho vocal feito pelos três vocalistas é executado com êxito, demonstrado nas faixas “Wait” e “This is Redemption”. As estrelas do álbum não são apenas os teclados. Os guitarristas conseguem dar um peso impressionante às composições contribuindo, às vezes, com alguns solos característicos de metal. Continuando ainda na linha do metal, a banda utilizou também a técnica do vocal gutural para dar mais peso ainda à suas composições (por exemplo, “Words can only Hurt me). À esta altura o álbum já está tão pesado que virou praticamente obeso! Para terminar, um clima meio natalino (talvez por conta dos sininhos no refrão) toma conta da composição “The Window”.
Acho muito bom que estes irmãos deixaram de lado suas diferenças para contribuir com um álbum desses para a história da música. Resumindo: peso, eletrônica, metal, vocalistas excelentes e um pouco de papai Noel parece ser a receita de um novo gênero musical.

10.1.09

O Fim do Mundo OST



Artista: Muse
Álbum: Absolution
Gênero: Rock Alternativo
Ano: 2003


Antes de qualquer coisa, uma sugestão para os editores de bíblias: anexem junto à parte do Apocalipse uma cópia deste álbum para ser ouvida durante uma possível leitura.
Sim, o fim do mundo terá sua trilha sonora. Os grandes responsáveis por este álbum cataclísmico são os ingleses do Muse. A banda que já possui um histórico de excelentes álbuns, como “Origins of Symmetry”, conseguiu se superar ao produzir “Absolution”. Este é tão rico em efeitos eletrônicos e distorções pesadas que chegou a ser “nomeado” como uma cópia do Radiohead. Mas, a menor mirabolização das composições do álbum faz com que esse não seja considerado um plágio.
Vamos ao relato do fim do mundo sob a óptica “museana”. Os Cavaleiros do Apocalipse descerão ao som de “Apocalypse Please”. Os acordes mephistos e brutais de piano serão, na verdade, o que ouviremos ao invés das trombetas previstas na Bíblia. Não teremos exatamente muito tempo para tentar fugir. Junto a este clima caótico ouviremos “Time is Running Out”. Depois de correr muito, vamos ter que pedir (neste caso, cantar) por absolvição e veremos num canto, três pessoas tocando “Sing for Absolution”. Absolvidas as devidas almas e os bons samaritanos, é hora da destruição. O de sempre: fogo, gritos, explosões, terremotos, furacões e tsunamis-gigantes (nada que não tenha sido visto em “O Dia depois de Amanhã). Nada mais apropriado para nós, pessoas do passado, do que imaginar a cena ao som da explosiva e magnífica “Stockholm Syndrome”. Até os cavaleiros do Apocalipse precisam de um descanso merecido. Nada melhor do que descansar ao som de “Falling Away with You” e em seguida “Interlude”. Descansados devidamente, os cavaleiros recomeçaram a destruição com seus iPod’s reproduzindo “Hysteria”. Quando tudo já estiver completamente destruído, resta apenas soltar as bombas atômicas para a dizimação total(sei que na Bíblia não há menção direta a bombas atômicas, mas, quanto mais explosões mais legal fica). A preparação destas armas de destruição se dará com gigantes alto-falantes tocando “Butterflies and Hurricanes”. E quando tudo estiver pronto, as bombas serão lançadas quando os sobreviventes arranjarem instrumentos para poder tocar, em uma só multidão, “The Small Print”. Todos os cavaleiros irão embora em marcha triunfante cantando “Thoughts of a Dying Atheist”. Créditos ao som de “Ruled by Secrecy”. Após esta resenha-profecia, resta apenas dizer que um álbum de tamanhas proporções não pode ser deixado de lado. Um magnífico álbum. Deviam fazer um filme sobre ele.