27.9.09

Crianças do Raul Gil, só que audíveis



Eu odeio crianças prodígio. Mas Ivan e Ada [membros da banda] são a única exceção do mundo. É tão foda ver que um álbum tão bom de noise/punk/trash foi feito por crianças de 15 e 12 anos. Se você não curte o primeiro álbum dos Strokes, nem pense em chegar perto deste. É o auge do whatever. É como se eles pegassem os genes do Alex Turner [Arctic Monkeys] e do Julian Casablancas [Strokes] e colocassem nesses mini-gênios. Eles chamaram a atenção da Newsweek [Época Norte-americana] só por terem colocado algumas gravações caseiras no myspace deles. Precisa de mais motivos para ouvir a nova geração do rock de garagem?

  1. "K.I.D.S"
  2. "Stickin' It to the Man"
  3. "Hey, Mr. DJ"
  4. "Disco Bomb"
  5. "Hologram World"
  6. "Pictures"
  7. "Radio Riot"
  8. "Trendsetter"
  9. "Book Song"
  10. "Texas"
  11. "Bushy"
  12. "End of My Rope"
  13. "Tooty Frooty (Clarke's Dream Song)"

Separação que valeu à pena



Não esperava que os dois se unissem para fazer um álbum. O Pete Yorn eu conhecia pouco (no máximo uma música ou duas) e a Scarlett Johansson eu só conhecia o trabalho no cinema. Baixei o álbum no escuro, sem saber nada a respeito e acertei. A temática do álbum é a separação de um casal (como sugere o título). É uma grande convergência de estilos: country, indie, post-rock. Disseram que a Scarlett canta mal. Olha, se ela canta bem ou mal eu nem me preocupei em avaliar. O barato é que a voz dela combina com o estilo despojado de Pete Yorn. Enfim, é uma puta viagem esse álbum. É parecido com Cherry Ghost [muito bom, por sinal]. Espero realmente que não seja um projeto de um álbum só.

1. Relator
2. Wear And Tear
3. I Don't Know What To Do
4. Search Your Heart
5. Blackie's Dead
6. I Am The Cosmos
7. Shampoo
8. Clean
9. Someday

26.9.09

Eu, eu mesmo e Muse (ou o contrário)



Quem aí quer ouvir um álbum que é ao mesmo tempo as raízes do Muse, uma obra influenciada claramente por Queen e um álbum de música neo-clássica? Que tal ouvir Muse? A galera parece que está começando a ouvir mais a banda por causa da inclusão da faixa "Supermassive Black Hole" na trilha sonora do sucesso teen-melodramático-emotivo³: Crepúsculo. O álbum em questão é tão surpreendente quanto as músicas de Mozart ou Bach. Há várias vertentes num mesmo trabalho, que parece que as músicas foram gravadas por bandas diferentes. Temos:

-o muse antigo (Resistance)
-o muse novo (Uprising e United States of Eurasia)
-o muse clássico (Exogenesis: Symphony Part I, II, III)

Esse muse clássico me surpreendeu demais. Uma suite de 3 partes influenciada bastante por Queen não é para qualquer um.

01. Uprising
02. Resistance
03. Undisclosed Desires
04. United States of Eurasia (Collateral Damage)
05. Guiding Light
06. Unnatural Selection
07. MK Ultra
08. I Belong To You (Mon Cœur S’ouvre À Ta Voix)
09. Exogenesis: Symphony Part 1 (Overture)
10. Exogenesis: Symphony Part 2 (Cross Pollination)
11. Exogenesis: Symphony Part 3 (Redemption)


Orgulho indie



Essa é a banda que me dá mais orgulho no cenário indie-rock mundial. Acompanho o trabalho desse garotos desde o primeiro EP "Five Minutes with the Arctic Monkeys" e digo que eles tem uma capacidade incrível de fazer álbuns de qualidade. Para ser sincero, quando eu ouvi esse álbum pela primeira vez eu achei ele meio whatever (visto que eu queria que a sonoridade mais parecida com o antecessor "Favourite Worst Nightmare"). Mas, depois de ouvir amigos meus falando sobre o quão o álbum era bom, eu resolvi dar uma escutada melhor. E não é que eles tinham razão? Escutando direito você vê que ele é parecidíssimo com o album antecessor. Os vocais de Alex Turner estão desleixados como sempre, o que sempre uma característica muito forte nos macacos do ártico. Eles ainda tem bastante para mostrar ao mundo.

1. "My Propeller"
2. "Crying Lightning"

3. "Dangerous Animals"
4. "Secret Door"
5. "Potion Approaching"
6. "Fire and the Thud"
7. "Cornerstone"
8. "Dance Little Liar"
9. "Pretty Visitors"
10. "The Jeweller's Hands"

Banda boa (foda-se o nome)




Vamos deixar de lado o nome da banda. Proveniente da Suécia, essa banda-de-um-homem-só me surpreendeu na primeira música que eu ouvi em seu myspace. "Restless Heart" do seu segundo álbum (Short Songs About Longing Are Better Than Long Songs About Shortcomings) foi o que bastou para baixar os dois álbuns. "Hook me Up" é um dos poucos álbuns de música acústica que eu curti inteiramente. As composições são bem tranqüilas e trabalhadas. Andreas [membro da banda] juntou neste álbum riffs bem melodiosos, vocais harmoniosos e letras bem feitas. É bem o tipo de música para se ouvir indo para o campo num dia frio (ou algo parecido).

1. Here Comes The Love (Can You Show Me a Way Out?)




2. We Breathe Too Much




3. Iron and Rust




4. Never Leave




5. This Picture Needs a Frame




6. Palm of My Hand




7. The Flood




8. What is a Liar?




9. Talk to Me Now




10. I Belong to You




11. Hard Inside the Heart




12. Armchair Anthropologist




13. Green Leaves Falling Down

























Minimalismo surreal



Já ouvi esse álbum umas 400 vezes e toda vez que eu escuto, me surpreendo mais ainda com a qualidade das músicas. São simples mas sempre parece que tem algo a mais que as deixam fodas. O Death Cab for Cutie sempre fez álbuns nessa linha meio minimalista. As músicas, para quem não gosta, são meio paradonas, sem muita emoção e com repetições exageradas. Mas quem curte acha que por essas características, as composições ficam mais enigmáticas e surreais. Mesmo para quem insista na "lerdeza" das canções, esse álbum contou com algumas mais "animadas" ou, pelo menos, um pouco mais rápidas (in pics: Diffrent Names for the Same Thing, Soul Meets Body, Your Heart is a Empty Room).

  1. Marching Bands Of Manhattan
  2. Soul Meets Body
  3. Summer Skin
  4. Different Names For The Same Thing
  5. I Will Follow You into the Dark
  6. Your Heart Is An Empty Room
  7. Someday You Will Be Loved
  8. Crooked Teeth
  9. What Sarah Said
  10. Brothers On A Hotel Bed
  11. Stable Song
Músicas em negrito são as que valem a pena ouvir.