
- ...é "supra-humano"...


Uma questão que me vem me incomodando bastante nestes últimos anos é o preconceito musical. As pessoas não estão ouvindo mais grandes álbuns em detrimento do preconceito que têm com o gênero musical do álbum
O álbum começa pelo fim, literalmente. Mesmo que a primeira faixa (The End) seja apenas a sonoplastia de um eletrocardiograma, ela consegue dar ao ouvinte a idéia de que o álbum é a trilha sonora de sua morte. É fácil concluir isto, pois afinal a faixa seguinte (Dead!) deixa isso bem óbvio. Nesta composição há uma mistura interessante de elementos do rock alternativo atual, elementos rítmicos dos anos 50 e 60 (solos de guitarra num estilo rock ‘n roll e “batidas dançantes”) e o uso de metais. Esse uso é bastante utilizado em uma das faixas mais conhecidas do álbum: “Welcome to the Black Parade” cujo clipe, por sua vez, é bastante original. “This is How I Disapear” merece destaque em relação ao timbre de voz do vocalista Gerard Way que lembra alguma coisa que se encaixa de excelente grado na composição (se alguém ouvir esta música e souber com o que o vocalista se parece, por favor, entre em contato). Músicas calmas também estão no track-list. “Cancer” talvez seja uma das mais belas do álbum, ou por usar um piano para acompanhar a voz ou por causa de sua melodramática letra. Simplicidade também é vista neste álbum! “Teenagers” é a comprovação. Três acordes mantêm esta música que, por sinal, estourou aqui no Brasil. Tantas outras composições merecem destaque: “Famous Last Words”, “House of Wolves” e “The Sharpest Lives são algumas destas.
Não tenho dúvida que muitas pessoas nem mesmo baixarão o álbum, influenciadas por um ridículo preconceito musical. Tudo bem, afinal, é a vida delas. Mas para aqueles indivíduos que tem um mínimo de “cabeça aberta”, digo-lhes que vale a pena ouvir todas as faixas deste álbum. Um pouco de Tim Burton no álbum, faz deste uma grande obra a ser escutada.











.jpg)




Artista:Taking Back Sunday
Álbum:Louder Now pt.2
Ano:2007
Gênero:Rock Alternativo
Álbuns ao vivo nem sempre são tão aguardados em relação a álbuns de estúdio. Uma exceção desta “regra” é o mais recente álbum ao vivo do Taking Back Sunday, Louder Now pt. 2. A banda com nove anos de carreira mostra neste álbum, apesar de alguns trabalhos recentes terem divergido tematicamente de seus antepassados, o que uma grande parcela de fãs já esperava: um surpreendente show que marcaria a história da banda. Todas as faixas tocadas neste álbum ao vivo estão no disco de estúdio Louder Now.
A abertura se deu por conta da explosiva “What’s it Feels like to be a Ghost” que com certeza animou toda a multidão com o pesado “dueto” de bateria e guitarra. Nesta e nas seguintes músicas, a banda usa e abusa do fato de terem dois excelentes vocalistas (o principal, Adam Lazzara e o secundário, e também guitarrista, Fred Mascherino). Destas merecem destaque: “Twenty-Twenty Surgery”, “My Blue Heaven” e “Error: Operator”. A música “Spin” é interessante devido ao seu solo de guitarra que possui um esplendoroso “feeling”. O trabalho de harmonia vocal de “Liar (It takes one to no one)” é feito com tamanho sucesso que este fato nos faz lamentar a saída de Fred Mascherino da banda. “Makedamnsure” é provavelmente a faixa mais conhecida do álbum por causa de seu simples, porém excelente videoclipe. O álbum possui músicas mais calmas como “Brooklyn (If you see Something, Say Something)” e “Divine Intervention” que em determinado momento Lazzara, que está tocando violão, anuncia: Acabei de estourar uma corda!(detalhe: a música é calma). O álbum também possui o DVD do show que só tem a comprovar que Taking Back Sunday possui uma extrema presença de palco.
Mesmo não estando na platéia do show, a mixagem dos instrumentos é feita com tamanha perfeição que a sensação é de estar no próprio show. Como já dito, é um show que marcou a história da banda.










