19.11.08

Simpresa



Artista: Adoniran Barbosa
  1. ...é "supra-humano"...

2.11.08

Não é o Sylar, mas é um grande "abridor de cabeças"




Artista: My Chemical Romance
Álbum: The Black Parade
Gênero: Pop Punk
Ano: 2006

Uma questão que me vem me incomodando bastante nestes últimos anos é o preconceito musical. As pessoas não estão ouvindo mais grandes álbuns em detrimento do preconceito que têm com o gênero musical do álbum em questão. Um grande exemplo deste caso é o ultimo álbum de estúdio do My Chemical Romance, “The Black Parade”. Sei que existem pessoas que não possuem preconceitos musicais e ouvem qualquer álbum sem discriminação. Mas, para aquelas que possuem este maldito fardo, creio que este CD seja um bom começo para o início de um processo de “abertura de mentes”. O quinteto norte-americano “estourou” aqui no Brasil, com o clipe “Helena”, retirado do seu segundo álbum “Three Cheers for Sweet Revenge” e, desde então, só vem adquirindo mais fãs. Neste último álbum, vários elementos foram acrescentados ao estilo dando a este uma notável reputação.
O álbum começa pelo fim, literalmente. Mesmo que a primeira faixa (The End) seja apenas a sonoplastia de um eletrocardiograma, ela consegue dar ao ouvinte a idéia de que o álbum é a trilha sonora de sua morte. É fácil concluir isto, pois afinal a faixa seguinte (Dead!) deixa isso bem óbvio. Nesta composição há uma mistura interessante de elementos do rock alternativo atual, elementos rítmicos dos anos 50 e 60 (solos de guitarra num estilo rock ‘n roll e “batidas dançantes”) e o uso de metais. Esse uso é bastante utilizado em uma das faixas mais conhecidas do álbum: “Welcome to the Black Parade” cujo clipe, por sua vez, é bastante original. “This is How I Disapear” merece destaque em relação ao timbre de voz do vocalista Gerard Way que lembra alguma coisa que se encaixa de excelente grado na composição (se alguém ouvir esta música e souber com o que o vocalista se parece, por favor, entre em contato). Músicas calmas também estão no track-list. “Cancer” talvez seja uma das mais belas do álbum, ou por usar um piano para acompanhar a voz ou por causa de sua melodramática letra. Simplicidade também é vista neste álbum! “Teenagers” é a comprovação. Três acordes mantêm esta música que, por sinal, estourou aqui no Brasil. Tantas outras composições merecem destaque: “Famous Last Words”, “House of Wolves” e “The Sharpest Lives são algumas destas.
Não tenho dúvida que muitas pessoas nem mesmo baixarão o álbum, influenciadas por um ridículo preconceito musical. Tudo bem, afinal, é a vida delas. Mas para aqueles indivíduos que tem um mínimo de “cabeça aberta”, digo-lhes que vale a pena ouvir todas as faixas deste álbum. Um pouco de Tim Burton no álbum, faz deste uma grande obra a ser escutada.

11.9.08

Quase tive um ataque do coração. Mas valeu a pena



Artista: Saosin
Álbum: Saosin
Ano: 2006
Gênero: Post-Hardcore/Alternativo



Eta mundo louco esse, hein? Quando você acha que já ouviu tudo o que tinha para ouvir, chega uma banda californiana (para variar) e grava um álbum que quase te mata do coração. É isto que provavelmente alguém irá sentir quando ouvir o álbum auto-intitulado da banda Saosin. É possível notar que a banda consegue produzir estes “álbuns infartantes” desde o começo de sua carreira, tanto que um de seus maiores sucessos (Seven Years) está contido no primeiro trabalho lançado oficialmente, “Translating the Name”. Em depoimento, Howard Benson (produtor da banda) disse ser raro encontrar bandas de tamanha grandeza e originalidade.
Já disse mil vezes que a escolha da faixa de abertura é crucial para o bom andamento do álbum. Essa foi uma das razões pela qual me apaixonei por este álbum. O início de “It’s far better to learn” se da de forma gradativa, criando uma expectativa monstruosa e incessante no ouvinte (ainda mais quando iniciam-se as viradas fenomenais do baterista Alex Rodriguez). Na mesma música, percebe-se no timbre agudo de voz do vocalista Cove Reber uma das peças que contribuíram fundamentalmente para o sucesso do álbum (o caso contrário provocaria justamente o oposto). Ainda sobre a faixa vocálica, Reber exerce sobre sua voz um controle magnífico, comprovado nas faixas “It’s so Simple” e “Bury Your Head”. O arranjo parcialmente detalhista dos instrumentos na música “Sleepers” da a essa um peso impressionante. Alias, peso é o que não falta neste trabalho. “Come Close” é a comprovação desta afirmativa. Ela começa numa explosão súbita e, em seu refrão, os backin-vocals acrescentam um toque de revolta fazendo desta música o auge do álbum. “Voices” é provavelmente a composição mais conhecida deste álbum em razão do clipe. Um dos pontos fortes dessa é o padrão de bateria que, consegue sair dos modelos modistas criando algo realmente novo. A música mais calma do álbum é “You’re not Alone” que, paradoxalmente, mantém o peso visto em quase todo o álbum.
Citando novamente Howard Benson, “é raro encontrar bandas de tamanha grandeza e originalidade”. Saosin é, talvez, uma das bandas que conseguiram marcar a história da música deste novo milênio. É obvio: o álbum tinha tudo para ser bom; deu no que era para dar.

23.8.08

Ontem fui à "Semana de Arte Moderna de 22" de 2008



Artista: Vitor Araújo
Álbum: TOC
Ano: 2008
Gênero: Inovador


Tive o enorme prazer de ver ontem (23/08) a apresentação de piano do jovem recifense de 19 anos, Vitor Araújo; no auditório do Ibirapuera. Creio que tive a mesma experiência que um espectador teve ao ver Heitor Villa-Lobos na Semana de Arte Moderna de 22. Naquele momento, meu conceito de música foi reescrito. A genial mistura de composições clássicas com elementos modernos e contemporâneos fez desta apresentação, memorável (se não, histórica). Desliguei-me do mundo por noventa minutos, aproximadamente. A apresentação misturou qualidade musical, performance artística, a poética fala do compositor e, é claro, seu sotaque “arretado”. Após a performance, comprei o CD/DVD, “TOC”, e agora irei compartilhar desta genialidade em forma de um garoto de 19 anos.
Excêntrico e Impactante. Assim descreve-se sua entrada no palco. Ao invés de sentar-se no piano e dedilhar “Dança do Índio Branco”, de Villa-Lobos, subiu na cadeira e pisou com força do piano. Desceu da cadeira (metendo a mão nas teclas do piano enquanto fazia-o), dedilhou diretamente nas cordas, bateu algumas vezes na madeira do piano e assim começou a tocar. Depois, Vitor Araújo incorporou Yann Tiersen e sua conhecidíssima “Comptine Dun Aute Étê” do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. No show de ontem, foi interessante notar que a cada música que tocava, o artista dizia algumas palavras sobre aquela composição. Vitor Araújo disse, por exemplo, que a próxima música que iria tocar descreve em duas palavras, do que o ser humano precisa: “Samba e Amor” de Chico Buarque de Holanda. Bonita, também, foi a forma de dizer como havia escrito “Valsa para a Lua”. Narrou que estava viajando pelas nuvens, e encontrou grandes ídolos seus. João Cabral de Melo Neto, Stanley Kubrick e o maior deles: Charles Chaplin. Perguntou a este: Porque não há anjos aqui nas nuvens? Chaplin respondeu: Anjos só existem na lua. E para vê-los, Vitor Araújo disse que, a caminho da lua, ouviu alguns fragmentos de melodia, que viria a ser “Valsa para a Lua” (o ponto forte do show). Segue-se outras músicas no DVD, como a releitura de “Asa Branca”, “Toc”, que descreve o dia-a-dia de Vitor Araújo, e uma outra releitura, de “Paranoid Android” o grupo inglês Radiohead.
Da para notar, que esse “garoto” vai longe. Alguns conservadores dizem que, a música que ele faz não é música. Digo uma coisa a estes. O mesmo ocorreu com Heitor Villa-Lobos e, atualmente, é considerado o maior maestro e compositor brasileiro. Não é preciso dizer que acontecerá o mesmo com Vitor Araújo.

16.8.08

O que é que a Islândia tem?



Artista: Sigur Rós
Álbum: Með Ssuð í Eyrum Við Spilum Endalaust
Ano: 2008
Gênero: Post-Rock
A Islândia é um país curioso. É pouco conhecido turisticamente, tem muita neve, muitos ursos polares e o melhor de tudo: possui bandas e cantores (ras) magníficos. A começar por nada menos que Björk e sua originalidade impecável. Seguindo com Amiina, um quarteto que surpreende com a quantidade de instrumentos que tocam em palco. E terminando, a estrela do texto, Sigur Rós. Tendo um de seus álbuns (Ágætis Byrjun) no livro “1001 discos para se ouvir antes de morrer”, a banda mostrou desde seu primeiro álbum “Von” que na Islândia tem muitíssimo mais do que neve. Neste CD, não foi surpresa a qualidade ter sido mantida.
O álbum abre com “Gobbledigook” que aparenta lembrar um coro de pequenos duendes cantando lalalala e vai se mantendo pulsante com uma percussão digna. “Inní mér syngur vitleysingur” é surpreendente. Parece ser uma fusão de uma música natalina, elementos islandeses e um belo arranjo por parte das cordas (que por sinal, é feita pelo grupo Amiina). A viagem prossegue. Seguem-se uma sequência de músicas esplêndidas. “Góðan daginn” que é o passaporte para outro mundo (se não, dimensão), “Við spilum endalaust” que segue uma temática parecida com “Inní mér syngur vitleysingur”, e “Festival” que parece ser uma perfeita fusão das duas anteriormente citadas. “Með suð í eyrum” consegue juntar um piano de melodia suave com percussões fortes criando novos padrões. O ápice desse álbum se encontra na faixa “Fljótavík” que traz um belo arranjo de cordas, uma melodia de piano maravilhosa e o timbre de voz de Jón Þór Birgisson que se encaixa perfeitamente nessa esplêndida composição. Sei que elogios não ganham uma crítica, mas é difícil expressar-se diante de tamanha perfeição.
Após ouvir o álbum completo, creio que qualquer indivíduo intra ou extraterrestre mude seu conceito sobre a Islândia. Um êxtase sentimental em forma de álbum. Um excelente, se não o melhor, álbum de 2008.

26.3.08

"Barulhos" Revolucionários




Artista: Radiohead
Álbum: OK Computer
Gênero: Rock Alternativo
Ano: 1997


O Radiohead é uma banda inovadora. A cada álbum que lança, faz história. Acabaram de lançar o álbum In Rainbows e ele já é um sucesso. Mas, nenhum dos álbuns da banda é mais complexo, original, provocante e influente do que o lendário OK Computer. O álbum é uma viagem. Tamanha é a riqueza de detalhes em cada faixa que não é a toa que até hoje não exista uma única banda que fez um som tão absurdo quanto este (no caso, absurdo é bom).
Quando começam as primeiras notas de guitarra distorcida na música “Airbag”, você já está em outro mundo. “Paranoid Android” inicia-se com um violão parcialmente calmo, mas que já demonstra sinais de tensão. No meio dessa mesma música, começa-se uma confusão de sons que deixa o ouvinte desorientado, mas depois muda para uma melodia fúnebre e depressiva. Alias, a depressão é um fator que contribuiu para a genialidade do álbum e está presente em quase todas as músicas desse álbum. “Exit Music (For a Film)” é uma música bem tranqüila que, como o próprio nome sugere, deveria ser usada nos créditos de algum filme com um fim triste e/ou enigmático. As letras desse álbum são, em sua maioria, escritas pela brilhante mente de Thom Yorke e tem temas variados. Desde o relato de um alienígena que está no subterrâneo e sente falta de sua casa (Subterranean Homesick Alien) até uma seqüência de expressões que relatam o dia-a-dia de um indivíduo (Fitter Happier). Os videoclipes desse álbum também causam diferentes sensações no telespectador, como por exemplo, “No Surprises” que mostra a cabeça do vocalista Thom Yorke numa cuba de vidro sendo gradativamente preenchida por água. E também “Karma Police” cujo clipe mostra uma série de imagens surreais.
Há quem diga que o Radiohead inova fazendo apenas barulhos. O que na verdade essas pessoas não conseguem perceber é que esses “barulhos” são a originalidade da banda. É com certeza, entre os álbuns mais influentes de rock, o melhor. Em minha opinião, seis estrelas de cinco.

20.3.08

Zebras Californianas



Artista: Zebrahead
Álbum: MFZB
Ano: 2003
Gênero: Pop Punk



Algumas pessoas consideram que o Pop Punk é um estilo que origina bandas que possuem características iguais. Mas, aposto que se uma dessas pessoas ouvirem Zebrahead elas, com certeza, mudarão de idéia. Essa banda, como muitas outras boas bandas de Punk e Pop Punk, veio da magnífica Califórnia. O que há nesse estado norte-americano que produz bandas tão boas, é difícil saber. Mas esse álbum é um grande marco da história do Zebrahead (considerado por muitos o melhor).
Em todo bom álbum de Pop Punk, a escolha da primeira faixa é crucial. Não houve desapontamento, pois a primeira faixa é a explosiva “Rescue Me”. Adiante, “Over the Edge” e “Strenght” possuem belos arranjos vocálicos por parte dos dois vocalistas Ali Tabatabaee e Matty Lewis. “Hello Tomorrow” possui uma introdução muito interessante que é feita “lentamente”, porém já se revela uma música com padrões rítmicos semelhantes a “Holiday” do Green Day. Essa característica de começar uma música com elementos menos punks mostra-se presente em ótimas músicas do álbum como, por exemplo, “The Set-up”, “Blur” e “Falling Apart”. A coisa mais excêntrica desse álbum é que durante todas as dezessete faixas desse álbum existe apenas uma música que é calma. Porém perceba que o termo calmo para o Zebrahead significa que a música não possui gritos, porém, continua com os mesmos elementos de músicas agitadas.Essa música é “House is not my Home”. Por fim vale ressaltar a música que merece destaque por ser a mais agitada. “Into You”. Nela existem todos os elementos do Zebrahead.Desde berros até riffs melodiosos.
O álbum em sua totalidade é punk. Mas, esse álbum é ótimo principalmente por que não há perda de qualidade durante as dezessete faixas do álbum. É a obra prima do Zebrahead.

5.3.08

Revolução ao vivo



Artista: Daft Punk
Álbum: Alive 2007
Gênero: Eletrônica
Ano: 2007



Um dos maiores revolucionários da eletrônica internacional é sem sombra de dúvida o Daft Punk. O som do grupo é conhecido desde seu primeiro álbum, “Homework” até o mais recente “Humans after all”. Tamanha é a quantidade de recursos usados por eles, que seus álbuns são sempre uma surpresa. O ultimo CD, “Alive 2007” talvez seja a maior dessas. Ao invés de “tocar” músicas separadas umas das outras, o que é normalmente feito em um álbum ao vivo, eles misturaram músicas de todos os álbuns anteriores criando faixas únicas e extraordinárias.
A mistura que abre o show é “Oh Yeah / Robot Rock” que tem como ápice o timbre do sintetizador que simula um robô tocando guitarra, como o próprio título sugere. Segue-se “Touch it / Technologic”, cuja letra nos remete ao ciclo vicioso do mundo digitalizado atual usando-se de vários verbos durante toda a música. “Too Long / Steam Machine” aparenta começar de um modo bem lento, mas à medida que vai se desenrolando mostra-se uma agitada música que vai contagiando toda a mutidão presente. O grande destaque do álbum é a faixa “Around the World / Harder, Better, Faster, Stronger”. A mistura que Homem-Christo e Thomas Bangalter criam (integrantes do conjunto) abriga, não somente recursos das respectivas músicas, mas também melodias e timbres novos que proporcionam uma agitação constante à platéia. Por fim, duas músicas também são extremamente contagiosas (no aspecto de fazer o ouvinte dançar para valer).São as complementares “One More Time / Aerodynamic” e “Aerodynamic Beats / Gabrielle, Forget about the world”.
Por que o Daft Punk é tão genial? Seriam suas melodias chicletes? Seus brilhantes clipes? Seu rítimo contagiante? A resposta dessa pergunta é simples: Todas as Anteriores.
Extremamente recomendado para todos que gostam de música. Não é a toa que este álbum é o destaque do mês de Março.

27.2.08

Novo Pessimismo



Artista: Interpol
Álbum: Our Love to Admire
Gênero: Rock Alternativo
Ano: 2007


Quando se pensa em fazer um álbum, a primeira idéia que vem na cabeça do compositor é fazer músicas com o máximo de detalhes possíveis e sempre manter a “alegria”. O Interpol não se preocupou tanto com isso. Eles fizeram o seu ultimo álbum, “Our Love to Admire”, com o mínimo de recursos e detalhes possíveis e ainda por cima, não se preocuparam tanto em fazer composições alegres. Lendo isso, o leitor já pensa que este álbum não deve prestar, porém, o álbum se valeu dessas características para fazer desse álbum um destaque dentre os anteriores.
Já inovando, a banda opta por “Pioneer to the Falls” como faixa de abertura. A inovação dessa escolha se deve pelo fato desta música ter uma frase inicial de guitarra extremamente depressiva, mas em nenhum momento isto se torna um aspecto negativo na música. A seguir, “No I in Threesome” que é conhecida pelo seu figurativo clipe e sua excêntrica letra. Dizer que este álbum é inteiramente depressivo é um equívoco, pois, o único álbum que foi capaz de transmitir essa depressão em doze músicas é o lendário “OK Computer” do Radiohead (muito bom por sinal). As música mais alegres são “Scale”, “Heinrich Maneuver” e “Mammoth”, entre outras. O rítimo animador cai quando se escutam as primeiras notas da guitarra de “Pace is the Trick”, similares à primeira faixa, porém, já se reanima com as primeiras notas de guitarra distorcida de “All fired Up”. A simplicidade optada pela banda no álbum, tem destaque na música “Rest my Chemestry” que segue com simples padrões 4/4 e singelas frases de guitarra. Se o leitor achou que haveria um emocionante e alegre final, se engana. A banda optou por finalizar com o ápice despressivo é muito bem colocado, “The Lighthouse”.
Muitas bandas já abusaram do recurso de composições simples, como Arctic Monkeys e Band of Horses.Mas a mistura desta com a sempre presente alternação de estados emocionais ao longo do álbum, cria diversas sensações ao ouvinte, desde alegria a vários momentos viajando pela mente. Em minha opnião, o melhor lançamento de 2007.

Lembrete: A banda vai passar pelo Brasil com a tour deste ábum no dia 11 de março na Via Funchal.

20.2.08

Um marco de domingo



Artista:Taking Back Sunday
Álbum:Louder Now pt.2
Ano:2007
Gênero:Rock Alternativo


Álbuns ao vivo nem sempre são tão aguardados em relação a álbuns de estúdio. Uma exceção desta “regra” é o mais recente álbum ao vivo do Taking Back Sunday, Louder Now pt. 2. A banda com nove anos de carreira mostra neste álbum, apesar de alguns trabalhos recentes terem divergido tematicamente de seus antepassados, o que uma grande parcela de fãs já esperava: um surpreendente show que marcaria a história da banda. Todas as faixas tocadas neste álbum ao vivo estão no disco de estúdio Louder Now.
A abertura se deu por conta da explosiva “What’s it Feels like to be a Ghost” que com certeza animou toda a multidão com o pesado “dueto” de bateria e guitarra. Nesta e nas seguintes músicas, a banda usa e abusa do fato de terem dois excelentes vocalistas (o principal, Adam Lazzara e o secundário, e também guitarrista, Fred Mascherino). Destas merecem destaque: “Twenty-Twenty Surgery”, “My Blue Heaven” e “Error: Operator”. A música “Spin” é interessante devido ao seu solo de guitarra que possui um esplendoroso “feeling”. O trabalho de harmonia vocal de “Liar (It takes one to no one)” é feito com tamanho sucesso que este fato nos faz lamentar a saída de Fred Mascherino da banda. “Makedamnsure” é provavelmente a faixa mais conhecida do álbum por causa de seu simples, porém excelente videoclipe. O álbum possui músicas mais calmas como “Brooklyn (If you see Something, Say Something)” e “Divine Intervention” que em determinado momento Lazzara, que está tocando violão, anuncia: Acabei de estourar uma corda!(detalhe: a música é calma). O álbum também possui o DVD do show que só tem a comprovar que Taking Back Sunday possui uma extrema presença de palco.
Mesmo não estando na platéia do show, a mixagem dos instrumentos é feita com tamanha perfeição que a sensação é de estar no próprio show. Como já dito, é um show que marcou a história da banda.


10.2.08

From Líbano, with love



Artista: Mika
Álbum: Life in Cartoon Motion
Gênero: Pop Alternativo
Ano: 2007


Quem diria que um singelo rapaz do Líbano conseguiria mais tarde, por meio de sua música conquistar o mundo com seu talento e sua excentricidade? Mika é sem dúvida um talentoso artista que neste primeiro álbum de sua carreira mostrou um talento de proporções estupendas. Tamanho é o seu talento que alguns críticos consideram sua voz semelhante à do lendário Freddie Mercury.
A abertura do álbum se da por conta da irônica “Grace Kelly”. Sua letra faz menção direta à mídia britânica que, no começo de sua carreira quis moldar seu estilo para algo mais comercial (ironicamente Mika estourou nas paradas britânicas algum tempo depois). Segue-se a música “Lollipop” que possui uma letra polêmica, mas, ao mesmo tempo hilária. “My Interpretation” e “Any other World” são as faixas mais calmas e harmoniosas do álbum possuindo belos arranjos de piano, violão e cordas feitos pelo próprio Mika e “Love Today” re-agita o álbum num padrão rítmico característico dos anos 70. Mika demonstra, nessa faixa e também em “Relax, (Take it Easy)” o seu incrível trabalho vocálico atingindo notas altas com um incrível controle da voz. “Billy Brown” é uma faixa interessante, pois mistura uma letra relatando a partida de um homem de sua família e, por incrível que pareça, uma melodia extremamente alegre contradizendo a letra mas, em nenhum momento essa fusão torna-se um aspecto negativo do álbum. E por fim vale ressaltar “Stuck in the Middle” que possui uma mistura rítimo/melodia muito “dançante”.
O álbum merece grande destaque em sua produção, pois, dispõem de variados recursos que fazem desse álbum um convite para uma grande festa que não pode ser perdida.

27.1.08

Progressividade e Peso





Artista: Dream Theater
Álbum: Systematic Chaos
Ano: 2007
Gênero: Metal Progressivo




O que dizer de uma banda tão espetacular como o Dream Theater. A banda se destacou ainda no começo de sua carreira com o aclamadíssimo álbum “When Dream and Day Unite” e desde então só lançou grandes obras como por exemplo, “Metropolis, Pt. 2: Scenes From A Memory” de 1999 e “Octavarium” de 2005. E como já era esperado o novo álbum (Systematic Chaos) conseguiu mostrar que o Dream Theater, mesmo após 23 anos de carreira, continua criando mirabolantes e originais composiçoes.
Todas as faixas são únicas e tem algo de especial. “In the Presence of Enemies pt. 1” abre o álbum com padrões extremamente progressivos mudando varias vezes de tempo e melodia.O interessante dessa faixa é que a música deixa em seu final um tom de continuação, porém ela só se completa na última faixa “In the Presence of Enemies pt. 2”.”Forsaken” tem seu ponto alto na incrível mistura de uma suave melodia de piano com um “riff” pesado de guitarra e baixo e ainda por cima um solo de guitarra com um “feeling” impressionante. “The Dark Eternal Night” é, em minha opnião, um excelente oponente para “Sad but True” do Metallica no quesito “peso”, pois além de conter um riff inicial muito pesado, a música passa por uma “loucura progressiva” e no último minuto cria outro padrão mantendo a força do primeiro. Por último “Repentance” é a faixa deste álbum que contou com a participação de várias vozes famosas do metal como, por exemplo, Joe Satriani e Steve Vai.
As faixas comentadas acima e as outras restantes são uma pequena parcela da genialidade do Dream Theater. O álbum atualmente está sendo divulgado pela turnê “Chaos in Motion” e passará por São Paulo no dia 7 de março.

13.1.08

Simplicidade Original



Artista: Arctic Monkeys
Álbum: Favourite Worst Nightmare
Ano: 2007
Gênero: Pós-Punk


Apostas em bandas pouco famosas têm aumentado ao longo do novo milênio. Uma dessas grandes apostas foi o Arctic Monkeys, que desde o EP “Five Minutes with Arctic Monkeys” conseguiram mostrar-se dignos de criar um estilo original sem divergir dos padrões de rock contemporâneo. Nesse álbum há uma variedade de estilos, porém sempre mantendo a qualidade esperada proveniente do álbum anterior “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”.
O álbum abre com a frenética “Brianstorm” que merece destaque por optar por um padrão de bateria dobrado, contribuindo assim para essa “freneticidade”.A partir daí começa a se observar dois elementos marcantes nas composições do Arctic Monkeys: a simplicidade dos “riffs” e o singelo acompanhamento de baixo concordadando com as notas da guitarra.Desse padrão ressaltam-se “Teddy Picker” , “D is for Dangerous” , “Balaclava” e a famosa “Fluorescent Adolescent” .Em seguida vem a calma e desprovida de bateria “Only Ones Who Knows” e “Do me a Favor” que juntamente com “This house is a Circus” e “The bad Thing” possuem um rítimo animado, ideal para se dançar de qualquer modo, do comportado ao estilo livre.É bom ressaltar que um dos motivos pelo qual o Arctic Monkeys tem esse “encanto” único é o desleixado e comportado timbre de voz do vocalista Alex Turner que usa bem essas duas qualidades em “If you’re there, Beware” , “Old Yellow Bricks” e “505”.
O Arctic Monkeys, conseguiu por meio desse álbum, mostrar que solos rápidos e mil efeitos nos instrumentos não fazem necessariamente um bom álbum.É um grande álbum que merece reconhecimento da banda.Em poucas palavras: Genial!

6.1.08

Vertentismo Hermanista



Artista:Los Hermanos
Álbum:Bloco do Eu Sozinho
Gênero:Rock Nacional e suas Vertentes
Ano:2001



Los Hermanos. Quando o nome da banda é citado, a primeira coisa que vem à cabeça do indivíduo é a clássica, porém enjoativa música "Ana Júlia". Mas, venho por meio desta dizer que existe música além do primeiro álbum "Los Hermanos"! O álbum seguinte (Bloco do Eu Sozinho) é uma surpresa atrás da outra.Ele não possui nenhum padrão limitador, ao contrário de seu sucessor já citado.
O álbum abre com a faixa "Todo carnaval tem seu Fim" que possui uma melodia pseudo-fúnebre que condiz com sua letra, mas logo no refrão a melodia se alegra mantendo a qualidade musical. Segue-se "A Flor" que faz um belo uso de metais e "Retrato para Iaia” que acalma a continuidade agitada criada até agora com um rítimo impossível de não se dançar (mesmo que seja um simples balançar de cabeça). O álbum segue respectivamente com a "sambística" faixa "Assim Será”, "Casa pré-fabricada" com seu interessante uso de um sintetizador (tocado por Bruno Medina), a elegante "Cadê teu Suín" e a melancólica "Sentimental”. "Cheir Antoine" merece destaque em relação às demais por seu padrão "jazzista”, sua letra em francês e também por seu desfecho surpreendente. Há também no álbum a presença de poéticas letras ressaltadas em "Deixe Estar”, "Mais uma Canção”, "Veja bem meu bem" e "Fingir na hora de ir”. Por fim as faixas “Tão Sozinhas” com seu padrão punk e a calma finalização de “Adeus Você".
Assim, percebemos que o álbum é cheio de variadas vertentes e por isso é a obra magistral do "Los Hermanos".

2.1.08

Anjo Laranja



Banda:Paramore
Álbum:Riot!
Gênero:Pop Rock
Ano:2007

O gênero pop punk vem revelando grandes talentos desde o ano 2000.A banda Paramore é um desses.A banda lançou em 2005 o álbum "All we Know is Falling" e tamanho foi o sucesso que veio a necessidade de um sucessor, no caso "Riot!".
Nesse álbum há uma serie de composições bem feitas e trabalhadas."For a Pessimist , I'm Pretty Optimistic" abre o álbum com uma explosão parcialmente punk, o que foi sem dúvida uma excelente escolha para a faixa de abertura."Hallelujah" merece destaque por seu surpreendente peso que se encaixa perfeitamente nessa esplêndida composição de Josh Farro(guitarrista e vocalista) e Hayley Williams(vocalista).Aproveitando a citação, a vocalista fez nesse álbum um excelente uso de sua voz e assim fez com que este se tornasse superior ao seu antecessor."Misery Bussiness" é provavelmente a faixa mais conhecida deste álbum devido ao hilário clipe desta música e também à interessante letra."When it Rains" é uma faixa mais tranqüila juntamente com "We are Broken" mas não por isso ruim.O arranjo e a melodia de ambas são bem executadas pela banda e por isso são pontos importantes a serem observados.Depois temos composições mais agitadas como por exemplo "Miracle", "Fences" e "Born for This".
A banda merece prestígio por esse e pelo outro álbum mas quem também merece elogios é o produtor David Bendeth que fez um maravilhoso trabalho na mixagem desta obra prima.É bem provável que minha opnião possa divergir de outras, mas quem aprecia um trabalho bem feito vai gostar assim como eu gostei.